terça-feira, 16 de dezembro de 2008


Certa noite em Madrid. Num intervalo de um curso de Shibari.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008


As marcas ficam para além das físicas. Essas desaparecem com o tempo enquanto que as outras marcam a profundidade do envolvimento. As cordas continuam a atar.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008


Ahhh... as cordas... sempre as cordas.
Por onde comecei...
Sempre tão bonitas. Sempre tanto prazer.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008


Para a escrava, os nós são como laços, as cordas como abraços.

Volta após volta provocam arrepios e as sensações invadem o corpo colocando-o num estado de perfeito equilíbrio.

O bem-estar instala-se na alma, comprimindo o pensamento, amarrando-o ao momento, alimentando-o de uma forma completa, fazendo-o desejar permanecer ali para sempre.

As emoções intensificam-se e perduram no tempo.

A escrava começa a interiorizar a forma de estar que o seu Senhor quer, de uma forma espontânea e, para agir em conformidade, basta um olhar do seu Senhor ou um simples contacto da Sua mão.
A escrava sente-se grande reduzindo-se ao tamanho da palma da mão do seu Senhor, sente-se forte, enfraquecendo, perante a Sua força, sente-se vulnerável às Suas ordens mas, a admiração que sente pelo seu Senhor, vai crescendo, à medida que a espiral se vai desenrolando.

Dentro da escrava existem várias personalidades, umas muito bem resolvidas, outras ainda a navegarem, à procura de um caminho para chegarem a bom porto. Essas personalidades, cheias de sentimentos bonitos para dar, estão afundadas, encalhadas no fundo do mar, há muito tempo à espera de se libertarem e, reservadas para o Senhor.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008


Confortável para a noite?
A Minha mão é por vezes é meiga e outras vezes má.
Mas sempre firme.
Sempre gostei desses contrastes. Necessito deles.

domingo, 2 de novembro de 2008

O Senhor e a sua escrava desenvolvem uma elevada categoria de prazer baseada num Sadomasoquismo cruel e violento onde a preocupação com o equilíbrio emocional e psicológico, é a mola de aço que existe no centro da relação, sobre a qual ela se desenrola.

A escrava entrega-se, perde-se, completamente nas mãos do seu Senhor, fica num estado isento de faculdades, conferindo total permissão ao Senhor para fazer dela aquilo que a Sua vontade e desejo quiserem.

O Senhor preocupa-se em explorar a dor da Sua escrava, a escrava preocupa-se em satisfazer todas as ordens do seu Senhor, mostrando-Lhe, com a sua dor e subserviência, que Ele é o mais forte da relação e, no meio de toda esta panóplia de torturas consensuais, a imaginação perversa é, de tal forma exercitada, que as fantasias emergem de dentro de cada um D/deles, viciando-O/os no prazer de P/poderem agir como realmente S/são, mergulhando-O/os num mundo de sensações opostas e complementares. O Senhor exerce o Seu poder, e a escrava realiza-se na total ausência de poder.

A escrava segue o caminho escolhido pelo seu Senhor, desliga-se do mundo material e entrega-se completamente ao Seu domínio físico que não é mais do que o reflexo do domínio psicológico constante que o seu Senhor exerce sobre ela.

O Senhor domina-lhe os sentidos e, descontrolando-a, obriga-a a um auto-controlo supremo. O Senhor faz com que a escrava se encontre num estado de prazer emocional muito grande, pois só assim, lhe é possível transformar a dor em prazer, segurar a excitação sexual que vai crescendo e suportar o sentimento de amor que vai nascendo.A escrava, que o é naturalmente, precisa de ser dominada, controlada, disciplinada, consumida, conquistada, vencida, porque não consegue ser feliz em liberdade mas, ao tomar consciência disso, só se consegue aceitar, porque acredita que é esse o caminho que, com a ajuda do seu Senhor, a vai levar ao encontro com um amor maior, onde só há lugar para uma regra, o bem estar do O/outro.

As sessões com o meu Senhor, são verdadeiras e completas sessões BDSM, não pela forma de como, o que, quando, onde e com quem faz mas, pela essência escondida do que se adivinha que fica por fazer.
Vais apanhar com a cana bem forte. Tenho muita vontade de te açoitar com força e para testar a tua Entrega nem te vou acorrentar ou prender. Tenho o número de vergastadas na cabeça mas nem te vou dizer qual é. O que quero que saibas é que cada vez que mexeres as mãos o número recomeça do zero.

Vai para perto da parede. De pé e com as mãos acima da cabeça. Quero apenas as mãos encostadas à parede.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008


A luz, as cordas e a sensualidade. O teu cheiro. Esse cheiro que também Me pertence...

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Good morning Master.

this slave woke with a huge smile, feeling as if it had been woken from a slumber that has lasted for over two years. this girl is so very, very grateful to have been well used by such a talented, caring and instinctive Master.

Your entire body is still throbbing, Your cunt is still wet and every nerve is tingling with sensation, it has taken all this girl's willpower not too touch it this morning. this girl can not wait to get work and the language class over so that she can respectfully ask Your permission to touch Your body and cum. this slave does not however want You to think that it takes Your permission for granted.

Thank You for a wonderful night Master. this slave wishes You a very good day.

xxxx

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O Senhor torna a submissa escrava e, ao fazê-lo, torna a escrava masoquista. O Senhor manda a escrava tirar prazer da dor que Ele lhe provoca, e ela consegue, porque é esse o seu dever, é essa a sua ambição. Tudo aquilo que o Senhor lhe oferece tem de ser aceite e vivido com prazer, sejam acções fáceis ou difíceis.

O Dominador torna-se Senhor aceitando a escrava e, ao fazê-lo, sente o prazer de viver momentos de sadismo, sem se tornar sádico, porque embora obtenha prazer em provocar dor na escrava, essa sensação nunca é sádica, é simplesmente o resultado de uma eficaz Dominação.

A submissa já tinha sentido algumas cenas de puro sadismo mas, nunca se tinha sentido masoquista nas mãos de um sádico, nunca tinha passado a barreira da submissão, muito associada ao aguentar, ao suportar, ao estar, ao obedecer, sendo a maior parte das vezes, com o propósito de, no fim do sofrimento, receber uma recompensa, fosse ela sexual ou, simplesmente, afectuosa.

O Senhor conseguiu que a escrava passasse a barreira do simples obedecer, ela obedece mas, ao mesmo tempo, torna-se flexível e dócil, há medida que o Senhor a tortura com a chibata, lhe bate com o cinto, a amarra com cordas, controla a sua respiração, a priva de usar os seus sentidos, lhe ordena que vá para o chão, lhe puxa os cabelos e a enche de ternura.

Vai moldando-a e disciplinando-a, como um Mestre, guiando-a através do toque ou da voz, fazendo acontecer um momento quase perfeito, composto pela submissão dela e pela dominação Dele, onde A/ambos obtêm prazer.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008


Nada a fazer. Apenas esperar. Sem saber o que irá acontecer.
E no chão... entre as pernas... o resultado desse estado...

Calmamente olho por ti

O prazer dá-se e recebe-se... num mundo que é o Meu e muito Meu.
Um universo de cores brilhantes e muito à frente dos tons cinzentos da vulgaridade.

Tenho esse privilégio.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008


Tempo de abandono. Tempo de Entrega. Tempo para apreciar.
...e escorrer de prazer...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Há quem diga que o masoquista sente, simplesmente, prazer com a dor. No meu caso a capacidade de transformar a dor em prazer não está nas minhas mãos mas, na vontade que o meu Senhor tem que isso aconteça, bem como, do prazer que Ele próprio consegue obter do acto de administrar dor. Dor em BDSM verdadeiro não é dor, deverá ser sempre prazer.

Para que não seja só um acto de puro sadismo é necessário construir uma espiral erótica de sentimentos complementares. Há uma grande diferença entre suportar um sacrifício, aguentar por orgulho, estar desejoso que o sofrimento acabe, e estarmos completamente ausentes de pensamentos e de sentimentos de dor, perdermos a noção da intensidade, do tempo e do espaço, de nos sentirmos completamente entregues nas mãos de um grande Senhor, onde não temos de nos preocupar com nada, só temos de deixar fluir quando e como Ele quiser.

Este estado de ausência, esta chegada ao Paraíso, faz-me sentir purificada, renovada e completamente liberta. Sinto-me a chegar a um Mundo perfeito, onde não há dúvidas, nem recriminações, nem castigos, nem segredos, nem humilhação, há simplesmente, vontade de viver, e de sentir, a forma plena de estar de dois seres complementares.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

...Mais importante que gostar de Si é admirá-Lo.

O início da viagem, ao Paraíso do meu Senhor, começou com a colocação de uma venda. Depois deixei-me guiar pelas suas mãos, perdendo a percepção de onde estava, bem como para onde ia. Uma madeira nas costas, os braços levantados e presos ao nível da cabeça, foram o bastante para começar a doce tortura. Não sei quais mas, ia sentindo os diversos objectos que me tocavam, sempre de uma forma correcta e certeira, alternando de intensidade, ora de mais, ora de menos, aumentando a minha excitação e vontade de ficar ali para sempre, perdendo-me.

Os actos ficam confusos, mas as sensações não. O corpo começa a aquecer e debate-se com a dor que se transforma em prazer, contrai-se da cabeça aos pés para receber cada batida, cada apertão, para de seguida se deixar descontrair, sentido o prazer que daí tira e, por mais estranho que me pareça, por mais duro que seja, espero calmamente o passo seguinte.

As tiras que me prendiam os pulsos foram cortadas, percebendo então que eram abraçadeiras e, quando estas, deram origem a pulseiras de couro, a sensação de conforto foi muito boa, passando de seguida para uma posição que me agrada muito, presa com os braços para cima, sentindo-me completamente exposta, completamente à Sua mercê.

Ouvia barulhos de correntes. Por momentos fiquei sozinha, em silêncio. Senti inesperadamente uns choques e umas molas nos mamilos muito fortes, quase me fazendo sentir que não aguentava mas, nesse momento difícil, também senti a mão do meu Senhor que neutralizou a dor, fazendo-me acalmar e aguentar de uma forma dorida mas, ao mesmo tempo boa.

A excitação e o desejo iam aumentando proporcionalmente ao desespero e, a presença do meu Senhor, encostando-se a mim, fez-me sentir que Ele também estava a ter prazer.

Soltou-me, libertou-me e passei os momentos seguintes alternadamente no chão, ora sentada, ora deitada, ora puxada pelos cabelos, levada nem sei bem para onde, encostada a uma parede, perdida em momentos eróticos e sensuais, esquecendo-me de mim, impedida de pensar, consumida por uma ausência de ser, envolvida numa ânsia de sentir.

Aos poucos fez-me voltar à terra, de uma forma tão suave que nem me apercebi e encontrei-me no seu colo recebendo mimos e carícias, ouvindo a Sua voz meiga e calma, dando-me a entender que tudo, mesmo não sendo, parecia perfeito.

... que bom. Que necessidade sinto de Lhe agradecer.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008


Certo dia em reunião de administração:

- Mas afinal para que servem aquelas argolas lá na sala do fundo?
- Uhr... ... Servem para instalar um sistema para a aferição do alinhamento de um equipamento de navegação áerea. Daquele em que trabalhei em tempos... ...

meaning: Servem para para manter no lugar umas meninas masoquistas que gostam de apanhar a sério... Com o chicote e com as caninhas e réguas. E também com a mão. As masoquistas e aquelas que dizem que não são mas que Eu não acredito no que dizem. Dá também para as manter sem grandes movimentos enquanto as torturo com outros instrumentos. Presas pelas mãos, pelo pescoço e pelos cabelos. E aquelas que não merecem o Meu esforço ficam só penduradas. Estacionadas e humilhadas. A reflectir.

meaning too: Nem sei que sistema é esse. Nem nunca trabalhei em algo minimamente parecido.


terça-feira, 30 de setembro de 2008

Quando li...

toco.me de cordas que me dividem ao meio
me abrem de mariposa
na boca tu
que me puxas
gemidos mamilos
que percorrem fluidos teus
nas pontas dos dedos que desenham contornos

venho.me
outra vez.


Vieste-te…

…imaginando cordas e restrição de movimentos… sentindo os Meus dedos nesses lábios molhados… sentindo-os a massajar esse pequeno ponto duro… cada vez mais duro… por vezes com doçura… outras vigorosamente…

Toquei-te por detrás, lembras-te? Depois de te acariciar o rabo… Momentos mágicos enquanto gemias de prazer… estavas muito molhada.

Dei-te dois orgasmos deliciosos. O primeiro pediste e Eu autorizei… não sem antes Me deliciar com esses mamilos… com cada curva desse corpo. Faltou o beijo… mas os lábios encostaram-se suavemente.

tu entregaste-te ao prazer.

Agora vieste-te…

…imaginado que te puxo… que uso a Minha boca… onde? Nos lábios? Será no pescoço ou nos mamilos? Talvez…

Mas, agora imagino Eu…


Imagino-te aberta como uma mariposa… será então a lamber-te e a chupar? A saborear-Me com o teu sabor… contigo a gemer cada vez mais… tesão…

E tu patrícia… gostas de chupar?

Agora vieste-te…
…Só que desta vez Eu não te autorizei a vir.

Talvez não seja o momento para te ter nas mãos. Mas é certamente tempo para te imaginar e pensar num dia.

Excitam-Me esses pensamentos. Excita-Me saber-Me na tua cabeça…


Talvez um dia… Quando for o tempo…

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Torturar uma mulher que aprecie ser torturada é algo muito interessante e excitante. Absolutamente sublime é torturá-la com todo o tempo e dedicação, com toda a preparação do local adequado para o fazer.

Fazê-la sofrer nas Minhas mãos... para o Meu prazer... e ao mesmo tempo ajudá-la a transformar a dor e o desconforto em prazer. Em prazer contagiante.

Isto é sadomasoquismo. Sadismo de um lado, masoquismo do outro. My scene.
Algumas variantes dos Meus desejos sádicos.


Mandá-la estar no canto à espera que a vá usar. Como Me apetecer. Quando Me apetecer.


Os joelhos começam a doer enquanto
Eu preparo os instrumentos de tortura.

Eu gosto disto. tu gostas disto.
Por isso escolheste a vida de submissa
e deixas o teu masoquismo crescer.

Eu sou sádico.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Adormeci e acordei para ler o beijo especial das duas da manhã. Gosto de variar e por isso escrevo um email em vez de sms. Já são quatro e vinte e tal.

Gosto de te ler e gosto de saber o que te agrada e o que te fizeram ao longo da tua vida BDSM. Eu também gosto de fazer coisas… Vou falar “em ti” porque, como tu, também gostaria que existisse entre N/nós momentos deliciosos de BDSM.

Dizia-te então… Eu gosto de fazer coisas para ti e de te fazer coisas. But first things first.

Eu sou muito virado para os dispositivos e estou a imaginar muito artefactos a nascerem contigo.

Imagina Comigo… Uma cama metálica cheia de argolas para Eu te prender convenientemente e Me assegurar que não Me dás muito trabalho enquanto te torturo. Com umas cangas verticais ficarias bem imobilizada para Eu tratar com outros dispositivos essas mamas e essa cona bem aberta. Sabes, os mamilos eos lábios da cona são zonas do corpo onde Me agrada muitíssimo administrar dor. E por outro lado a cabeça imobilizada iria permitir-Me brincar com esse nariz e encher a boca com uma ballgag de tamanho apreciável. Gosto de Me dedicar enquanto torturo. E gosto que percebas que há sadismo.

Chamar-te ‘puta’ ao ouvido? Nem pensar. Tratar-te-ia por isabel, por menina e por Minha Querida.

E nessa altura já te estaria a fazer coisas – as torturas, daquelas deliciosas – numa coisa feita para ti – a cama.

Talvez nessa altura te dissesse mais uma coisa ao ouvido:

- isabel, vou colocar um post no fórum do BDSM a dizer que te estou a torturar e que só te irei deixar sair daqui quando alguém sugerir como irás passar as próximas horas. Enquanto não houver resposta Eu torturo-te.

- Múltiplas escolhas mas uma base comum. De hora a hora e até à meia-noite terás de cumprir repetidamente a sugestão do primeiro a responder.

- Masturbares-te para Mim em posições diferentes, por exemplo de pé, de quatro, no chão de barriga para baixo.

- Comeres no chão, por exemplo em taças, directamente do chão, lamber líquidos, etc.

- Imitares um animal diferente nos primeiro quinze minutos de cada hora.

- Servires de diferente peça de mobiliário, por exemplo, suporte de mesa, candeeiro, cadeira, cama, etc.

- Portas-te mal e és castigada; Portas-te bem e tens dias seguidos de muita ternura e carinho.

É importante que entendas que o BDSM para ser puro e verdadeiro tem de ser vivido no limiar dos limites. E que esses limites têm de ser ultrapassados para que novos limiares possam ser definidos. O abismo… a espiral…

O Meu sadismo será explorar isso e o teu masoquismo será tirar prazer do prazer que Me irás dar.

Agrada-Me o caminho.

Quatro e quarenta e oito da manhã. Gosto da tua atitude isabel. submissa. Um beijo por entre os sonhos.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Bom dia Meu Senhor. Ainda ando em roupão.



Quero ver essa mama. Mesmo plano.
Apenas a alça em baixo e a mama nua.



Gosto de saber que Te agrado meu Senhor. Faz-me feliz.
Poderá considerar-se um progresso no meu caminho?
Tecnologia… Sempre com a tecnologia na cabeça… E desta vez o dispositivo ficou muito bem conseguido. De tal maneira que foram vários dias seguidos de intenso prazer.

Imaginem-Me sentado no escritório, dividido entre reuniões, emails e análise de documentos. Imaginem o que os empregados imaginaram: Um patrão dedicado. Imaginem o que Eu andei a fazer: A comandar e a controlar a menina à distância.

Como? Através do Meu último M__Device. Eu descrevo. Pode parecer complicado mas é tudo muito simples. Um módulo GPS/GSM ligado à Minha última geração de ‘caixinha de choques’ que por sua vez se liga a um eléctrodo colocado, melhor dizendo, bem apertado sobre o clítoris. E sobre esse eléctrodo um minivibrador daqueles usados nos telemóveis. Tanto a electroestimulação como a vibração são por Mim comandadas via GSM.

Por SMS mandei a menina para determinados locais e por GPS/GSM ia seguido a sua posição a cada momento.

Sempre que ficava satisfeito ou quando a pretendia envergonhar publicamente ligava o vibrador e quando não estava a gostar corrigia-a com electricidade. Noutras alturas e por pura crueldade ou castigo usava níveis mais elevados de electricidade… durante muito mais tempo.

As variantes são interessantes pela capacidade que possuo em saber se a menina está parada ou em movimento e a que velocidade aproximada se move… tudo isto enquanto estou confortavelmente no escritório a trabalhar… melhor dizendo, a fingir trabalhar.

Imaginem: Dez voltas ao quarteirão de táxi… quatro voltas a pé em torno do Columbo… A Rua Augusta percorrida muito, muito devagar passo-a-passo, sem nunca parar… Uma hora de pé parada numa esquina do perto do Técnico… Mandada esperar meia hora à porta de uma esquadra da PSP depois de beber duas garrafas de litro e meio de água… Na banca dos jornais a comprar revistas masculinas com o vibrador ligado...

Adoro isto...

Será que sou sádico?

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Dor e prazer - II

O BDSM é acima de tudo uma relação de respeito e cumplicidade. ki sente que essas são duas das pedras angulares do que dá e recebe do seu Senhor.

A cada momento o Senhor ensina-lhe o caminho para novas fronteiras e ki sente-se absolutamente Sua a cada passo que dá.

Quando a fronteira é a dor esta escrava tem alguma dificuldade em perceber-se e em apreender de onde vem o prazer. Mas é inegável que o sente. E a dor deixa de o ser e passa a ser bem vinda.

É mais fácil tentar perceber o prazer depois. Enquanto está entregue a sentir, ki prefere não racionalizar ou tentar perceber, limitando-se a discernir as emoções como as recebe, como dádivas permitidas pelo seu Senhor. Passado algum tempo, geralmente não é um processo rápido e ki necessita de acalmar e simplesmente estar para voltar a pensar 'direito', a escrava começa a conseguir olhar para dentro e ver como gostou, mas nem sempre vê porque gostou.

É Dele que vem a dor e o prazer. Na medida em que o Senhor decide e quando o Senhor decide. E ki confia. E nessa confiança entrega-se para prazer do Senhor. Deixa-se ir e apenas sente. E nessa entrega descobre o sublime prazer de O servir.

ki experimentou ontem novas formas de dor. ki sabe que gostou porque... deseja repetir :)

Esta escrava sente-se numa viagem para fora do corpo, num caminho espiritual de trabalho e transformação. Um trabalho de auto-conhecimento em busca da verdadeira ki, algo que lhe é oferecido pelo seu Senhor. Algo que agradece e ao que espera e deseja corresponder.

ki reconhece para si apreciar a dor, uma dor com significado, finalidade e amor. É em servir o Senhor que encontra o contexto da dor que sente e transforma em prazer.

«May you know the serenity of letting go in helplessness, and the joy of exercising control. In all willed acts of Acceptance and Love we find ourselves as gods.» - In Love under Will (by Raven Greywalker)

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Vai para ali – Disse-te apontando para o celeiro. Entra e espera por Mim lá bem no meio. Despe-te e fica de pé. Apenas calçada. Eu não devo demorar muito.

Gosto sempre de te fazer esperar. Dá-Me prazer saber que estarás a pensar no que serão os teus próximos momentos... a imaginar o que te poderá vir a acontecer… Apenas para constatar que te enganaste… que Eu te ‘troquei as voltas’. Adoro isso. No meio do celeiro estão as traves e, claro está, pensaste que Eu te iria suspender. Até estavas com aquele sorriso de tesão que acompanha o teu estado de ‘molhada’ sempre que as cordas entram em cena.

Mas…

Irei estar sempre afastado de ti. Nunca a menos de dois metros de ti. Vais apanhar forte com o chicote. Apanhar como nunca apanhaste. Apetece-Me açoitar-te da maneira como nunca o fiz. Hoje apetece-Me ser verdadeiramente mau.

E não irei impedir que fujas.

Assisti ao teu ar incrédulo e, mais uma vez, isso deu-Me um enorme prazer.

Julgas que irá ser assim tão fácil?

E em poucos minutos estavas rodeada pelas brasas de carvão ainda bem incandescente que tinha servido para o churrasco. Tinha a certeza que não irias conseguir saltar por cima.

Descalça-te Minha Querida.

dor e prazer - I

A restrição de movimentos com cordas é algo que agrada muito a ki. Gosta do cheiro, do som e, especialmente, do toque das cordas.
No Caminho que o seu Dono e Senhor escolheu para percorrerem J/juntos, o shibari tem um lugar especial. Porque Ele assim o decidiu e o Seu brinquedo agradece-Lhe por isso :)

Quando está envolta nas cordas sente-se embalada, quente, confortável e protegida. Mas, às vezes, no momento em que está a sentir, ki tem alguma dificuldade em perceber-se. Perde-se geralmente no sentir e não pensa muito. Se lhe perguntarem, nem saberá sequer dizer em que pensa.

Por isso, hoje, com algum distanciamento e as emoções mais calmas, quer pensar e dizer ao seu Dono o que sente.

Sabe que se concentra no som e nas sensações por isso gosta de estar vendada. Sente-se como que em meditação e a privação da visão contribui para esse 'deixar-se ir'. Quando não está efectivamente vendada, está vendada pela vontade do seu Dono e mantem os olhos fechados. Amarrada e vendada ki sente a sua condição. E isso agrada-lhe. Muito :)

Tira prazer do mais leve roçar das mãos do seu Dono em qualquer parte do corpo, mesmo que acidental. Os momentos em que Ele toca no Seu brinquedo fazem-na perceber onde está. Arrepios percorrem-na quando a respiração ou os lábios do seu Dono se aproximam um pouco mais do corpo que é Dele.
O seu Dono e Senhor faz magia :) Ilumina-a. Por dentro. Não sabe se se vê por fora, mas sabe que sentiu exactamente isso quando, enquanto a amarrava, Ele permitiu-lhe sentir o toque dos Seus lábios nos dela. Não estava vendada mas não abriu os olhos. No entanto, sentiu-se inundar por uma luz que a ofuscou, como quando Ele lhe permite abrir os olhos, depois de ter permanecido vendada.

Quando não a toca, ki tenta apenas adivinhar a Sua posição exacta e quão próximo estará, através do som da Sua respiração.

Gosta tanto de ouvir a Sua respiração como de O ouvir falar-lhe. Excita-se só de O ouvir.

Quando chega o momento em que a tortura, ki já está perdida: perdida e molhada, completamente molhada :) A partir daí já não é capaz de definir algo que lhe desagrade. Cada sensação contribui para a excitação deste brinquedo, especialmente o sentir do prazer do seu Dono e Senhor.

Nesses momentos, a forma como a agarra, o que lhe diz, tudo o que lhe faz, contribui para a espiral de prazer que sente ao servi-Lo.
ki não acha que seja masoquista, de todo. Mas não pode negar, que o Caminho que começou a percorrer pela mão do seu Dono - e que lhe dá tanto prazer - implica dor. Uma dor que o seu Dono introduz cuidadosamente de formas que ki tem conseguido gerir. Uma dor que, embora esta menina não o perceba bem, também parece fazer parte do prazer que sente e que lhe é permitido.

Ele Domina-lhe o corpo e, sobretudo, a Alma e faz com que se sinta Sua propriedade e ki agradece a sorrir porque é assim que se sente completa: sendo Sua.
:)

domingo, 24 de agosto de 2008

esses pensamentos... provocantes e desviantes... começo a gostar de os ler e de me imaginar a participar nas Tuas "viagens" alucinantes, porém... excitantes...

agrada-me a ideia dos bicos dos pés... o desconforto induzido... hummmm... mas claro que é essa a razão! tão claro que é para mim. o Teu sado/prazer!

arrepia-me só de pensar nestes mamilos apertados por esse clamp japones... És tão malévolo Senhor!

gosto de posições com algum desconforto...
mas o desconforto não tem que necessáriamente implicar uma dor assim... será que eu aguento?
fita adesiva larga? e uma mordaçazinha? boa?

és tão requintado na malvadez... porque é que eu gosto de Ti, apesar disso?

ainda não consegui responder a essa questão... o que também não me preocupa... passa a ser uma questão de fundo, um pormenor do cenário a ser ainda descoberto. porque é verdade que esta é uma viagem à descoberta de mim... desse outro lado da minha sexualidade e até dos meus afectos, que me tem agradado bastante. é também um exercício de descentração do eu, descentrar-me do meu prazer para me focar no Teu prazer... descentrar-me da minha dor, para me centrar no Teu prazer... uma viagem no meu auto-conhecimento! Agradeço-Te por me permitires esse caminho... esse meu desenvolvimento interior. Até onde? Eis a questão!

Lembrei-Me de quanto gostas de estar calçada com uns sapatos bonitos enquanto Eu Me satisfaço contigo. Eu gosto de te ver de sandálias. Fica tudo muito bonito e tu ainda contribuis mais para o glamour pintando as unhas com cores igualmente bonitas.

Gosto de ver uma mulher em bicos de pé. Gosto de ver o pé arqueado. Terá isso a ver com o desconforto induzido? Será essa a razão? Um dia ainda terei de descobrir.

Mas como obrigar-te a estar em bicos o tempo que Me apeteça enquanto te saboreio e tenha prazer? Ahhh… aquela argola metálica presa ao tecto. É verdade… essa argola de múltiplas utilidades. Duas fitas de cabedal presas à argola… e na outra extremidade de cada uma delas um clamp japonês… aqueles que quanto mais se puxam mais apertam e por isso não se escapam tão facilmente como as molas de roupa. E qual o destino desses clamps? Guess? Esses mamilos deliciosos que Eu tanto gosto de ver, tocar, chupar e apertar.

Terias de te manter em bicos para evitar a dor crescente nos mamilos. Postura interessante e tanto do Meu agrado. O tempo que Me apetecesse.


Claro que as mãos estariam bem amarradinhas atrás das costas...

E não te preocupes com o barulho… A fita adesiva preta e larga está sempre à mão para te amordaçar.
Sabes que tens de aprender a sofrer para Mim… Devious, isn’t it?