quarta-feira, 26 de novembro de 2008


Ahhh... as cordas... sempre as cordas.
Por onde comecei...
Sempre tão bonitas. Sempre tanto prazer.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008


Para a escrava, os nós são como laços, as cordas como abraços.

Volta após volta provocam arrepios e as sensações invadem o corpo colocando-o num estado de perfeito equilíbrio.

O bem-estar instala-se na alma, comprimindo o pensamento, amarrando-o ao momento, alimentando-o de uma forma completa, fazendo-o desejar permanecer ali para sempre.

As emoções intensificam-se e perduram no tempo.

A escrava começa a interiorizar a forma de estar que o seu Senhor quer, de uma forma espontânea e, para agir em conformidade, basta um olhar do seu Senhor ou um simples contacto da Sua mão.
A escrava sente-se grande reduzindo-se ao tamanho da palma da mão do seu Senhor, sente-se forte, enfraquecendo, perante a Sua força, sente-se vulnerável às Suas ordens mas, a admiração que sente pelo seu Senhor, vai crescendo, à medida que a espiral se vai desenrolando.

Dentro da escrava existem várias personalidades, umas muito bem resolvidas, outras ainda a navegarem, à procura de um caminho para chegarem a bom porto. Essas personalidades, cheias de sentimentos bonitos para dar, estão afundadas, encalhadas no fundo do mar, há muito tempo à espera de se libertarem e, reservadas para o Senhor.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008


Confortável para a noite?
A Minha mão é por vezes é meiga e outras vezes má.
Mas sempre firme.
Sempre gostei desses contrastes. Necessito deles.

domingo, 2 de novembro de 2008

O Senhor e a sua escrava desenvolvem uma elevada categoria de prazer baseada num Sadomasoquismo cruel e violento onde a preocupação com o equilíbrio emocional e psicológico, é a mola de aço que existe no centro da relação, sobre a qual ela se desenrola.

A escrava entrega-se, perde-se, completamente nas mãos do seu Senhor, fica num estado isento de faculdades, conferindo total permissão ao Senhor para fazer dela aquilo que a Sua vontade e desejo quiserem.

O Senhor preocupa-se em explorar a dor da Sua escrava, a escrava preocupa-se em satisfazer todas as ordens do seu Senhor, mostrando-Lhe, com a sua dor e subserviência, que Ele é o mais forte da relação e, no meio de toda esta panóplia de torturas consensuais, a imaginação perversa é, de tal forma exercitada, que as fantasias emergem de dentro de cada um D/deles, viciando-O/os no prazer de P/poderem agir como realmente S/são, mergulhando-O/os num mundo de sensações opostas e complementares. O Senhor exerce o Seu poder, e a escrava realiza-se na total ausência de poder.

A escrava segue o caminho escolhido pelo seu Senhor, desliga-se do mundo material e entrega-se completamente ao Seu domínio físico que não é mais do que o reflexo do domínio psicológico constante que o seu Senhor exerce sobre ela.

O Senhor domina-lhe os sentidos e, descontrolando-a, obriga-a a um auto-controlo supremo. O Senhor faz com que a escrava se encontre num estado de prazer emocional muito grande, pois só assim, lhe é possível transformar a dor em prazer, segurar a excitação sexual que vai crescendo e suportar o sentimento de amor que vai nascendo.A escrava, que o é naturalmente, precisa de ser dominada, controlada, disciplinada, consumida, conquistada, vencida, porque não consegue ser feliz em liberdade mas, ao tomar consciência disso, só se consegue aceitar, porque acredita que é esse o caminho que, com a ajuda do seu Senhor, a vai levar ao encontro com um amor maior, onde só há lugar para uma regra, o bem estar do O/outro.

As sessões com o meu Senhor, são verdadeiras e completas sessões BDSM, não pela forma de como, o que, quando, onde e com quem faz mas, pela essência escondida do que se adivinha que fica por fazer.
Vais apanhar com a cana bem forte. Tenho muita vontade de te açoitar com força e para testar a tua Entrega nem te vou acorrentar ou prender. Tenho o número de vergastadas na cabeça mas nem te vou dizer qual é. O que quero que saibas é que cada vez que mexeres as mãos o número recomeça do zero.

Vai para perto da parede. De pé e com as mãos acima da cabeça. Quero apenas as mãos encostadas à parede.